quarta-feira, 10 de junho de 2009

é dia de te ver, que sorte grande, sim senhor...
é mamão no mel, algodão doce azul
e é bom, acende uma alegria tipo curumim
por causa do que vibra dentro de você
você não tem idéia como sou feliz
às cinco eu passo aí para um sorvete
levo o disco do Bob que você me pediu
e aí... a gente vai passear
e aí... a gente vai namorar
e depois... e depois... e depois...


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e depois | seu jorge

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Gracinha,todo mundo tem um ponto fraco
você é o meu, por que não?


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Ponto Fraco | Cazuza

domingo, 3 de maio de 2009

lua adversa - cecília meireles

tenho fases, como a lua.
fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
perdição da minha vida!
tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

e roda a melancolia
seu interminável fuso!
não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua)

no dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
e, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

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nem tudo é tão oposto e adverso assim em mim, mas tenho tido fases. fases de superautoproteção, de uma inseguraça um tanto quanto boba. tenho precisado de carinho e de certezas constantes, de respostas pras minhas dúvidas e de coisas bobas pra secar o choro e fazer brotar um sorriso por aqui. tenho tido medo e confiança, confiança e medo, tudo obra de nada menos que eu mesma.
tenho tido fases, mas continuo bem, muito bem. digo por aí que ninguém tinha me feito tão feliz durante tanto tempo, e é verdade. mas, independente disso, tenho tido fases de sorrir feito boba e de chorar baixinho pela saudade que não cessa. e de todas as minhas fases, é isso que se mantém intocável, em volta de lembranças coloridas.

sábado, 2 de maio de 2009

Frágil você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.
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caio f.



tudo passa. das minhas chuvas internas com os seus respectivos vazamentos, até os para todo sempre.
mas tem algo aqui que não vai passar, que é mais forte do que eu, e que não quero me afastar, que não sei explicar como ou quando foi, mas que veio. e que ficou.

domingo, 12 de abril de 2009

Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e pois não ficava. Completo, partiu. (Caio Fernando Abreu)

porém eu olhava, e sempre olho para trás, de relance, esperando não ser vista por nada nem ninguém, muito menos por ti. sabe-se lá o que tu pensarias de mim olhando pra trás nas altas da madrugada, olhando teu jeito de andar, talvez, ou esperando que fizesses o mesmo que eu: simplesmente olhasse, para trás.
mas sempre, inevitavelmente sempre, sempre olho para trás porque, em mim, mais da metade fica e o resto volta comigo. sempre. mesmo eu me achando grandinha demais pra usar palavras como sempre ou nunca. independente disso e de outras coisas casuais sempre, sempre olhei pra trás e nunca, nunca gostei de despedidas.