terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Naquela manhã o que eu mais queria era sentir o cheiro de café que da cozinha surgia. Mesmo que não gostasse de café, mas sentir o aroma cafeinado faria com que eu me sentisse em casa. Já passava das dez horas da manhã, e eu não abria os olhos e esperava por aquela chamada no celular.
A culpa é quase sempre daquelas palavras aprisionadas que por vezes arranham as entranhas da minha garganta e me tiram da cama pra vir à tona, aqui, jogar pra fora o que reprimido está nesse ato submisso, incontrolável e subjetivo de fazer toscas palavras terem mais sentido que as lágrimas que brotam dos meus olhos no mesmo vai-e-vem do aroma de café que vem da cozinha nessa terça-feira.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Em 2008, eu...

Quero amor. Quero paz. Quero carinho. Quero ser feliz. Quero novos ares. Quero vento no rosto. Quero (mais) um gato. Quero os meus amigos por perto. Quero pintar meu quarto. Quero fotos. Quero palavras. Quero comer muito chocolate e pão de queijo. Quero curtir cada segundo. Quero dias que parecem que não vão acabar. Quero receber flores. Quero passear. Quero domingos de sol. Quero (muitas) festas. Quero uma TV nova e bem grande. Quero viajar. Quero escrever. Quero sorrir. Quero uma lareira pro inverno. Quero uma piscina pro verão. Quero coloda minha mãe. Quero jogos do Inter. Quero um abraço bem forte do meu pai. Quero cosquinhas do meu irmão. Quero as companhias dos meus amigos. Quero conhecer lugares novos. Quero banho de mar em Bombinhas. Quero beijo na boca. Quero (muitos!) abraços. Quero cinema. Quero a minha cama. Quero toda a felicidade de 2007 multiplicada vezes mil! Quero sonhar. Quero ser feliz!
Feliz ano velho! Feliz ano novo!

Agora sim,
VALEU 2007! FOOOI 2008?

[Aline. - 1º de janeiro de 2008 - 03:51 A.M.]

sábado, 15 de dezembro de 2007

da felicidade.

Eu vi um senhor na rua que fez eu pensar que felicidade vem assim: de lá, do nada, e às vezes se a gente quer ela até fica.
E que as coisas nem são tão complicadas como eu sempre achei.
E que a vida pode ser bem interessante.

Obrigada pessoinhas que fazem a minha vida interessante!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O telefone toca. São exatas cinco horas da tarde, eu sei que ele toca pra mim mas me distraio entre as páginas do caderno de cultura do jornal. Atendo o telefone procurando pela voz de um ano atrás e não pela que eu ouço. Procuro em abraços de outros os que eu não tenho mais. Procuro no voletom verde o cheiro que já não há.
A voz continua a me falar coisas (sem nexo) e eu penso em desligar na tua cara, por não receonhecer a tua voz. Queria mesmo era ligar praquele número que eu rebusco na memória...
A voz do outro lado do telefone (aquela que eu não reconheço) continua a me chamar e eu muda, quieta, atônita, sem me mover. Não, eu não falo nada! Sim, eu procuro pela outra voz, pela outra forma de chamar meu nome!

três, dois, dois, sete, nove, três, três e quatro.

Eu ainda me lembro?

O telefone toca duas vezes, atendem, eu pergunta pela voz que eu conheço e não, ela não está. tututututu...



"Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que
Alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim
Tão diferente..."

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Nostalgia - à minha avó

O sol reflete em meu olho e ofusca o que eu vejo logo a frente. Fecho os olhos e sei que posso sentir e reviver o cheiro de sol e recém lavado dos lençois cor-de-rosa da minha avó e eles parecem estarem sendo balançados frente ao meu olhar, como em uma coreografia sútil que relembra aquelas brincadeiras de nós quatro. Marília, Rodrigo, Mano e eu: os quatro primos. Sempre nós e eu sempre menor...

Memórias.

Memórias pintadas com os batons da minha avó.