quarta-feira, 12 de agosto de 2009

o que a distância e o tempo sempre desconsideram...

Então, como falta muito pouco agora e mais umas ou outras razões que são minhas mas que desconheço (sempre ligadas a ansiedade, é claro), essa questão de horas faz começar a surgir em mim esses arrepios - aqueles mesmos que brotam da pele quando me junto a ti.
No relógio o tempo não passa, deveria dormir pra que o tempo soprasse mais rápido, mas sei bem o que habitaria meus pensamentos antes de dormir. Diferente das razões os pensamentos eu conheço bem, desde o dia que meia dúzia de palavras no meio da rua nos uniram. Lembro que pediste pra que eu ficasse, não fiquei. O que realmente não sabes (mas, como te conheço um pouco, sei que desconfias muito bem) é que ficaste em mim desde então. Ficaste e sempre volta, assim como eu espero ter ficado e como tu diz que eu volto mesmo nunca tendo saído. Volta nos pensamentos, nas palavras, nos sentidos, nas razões e até no que desconheço. Volta, mesmo longe. Volta, como sempre digo que vou voltar quando nos despedimos. Já começo a me sentir mais completa um pouco, entre outras coisas mais. E os arrepios cada vez mais frequentes, desconsiderando o que achamos tão absurdo...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009


Comecei a sentir frio quando entraste no ônibus, mas não por causa dessa brisa invernal de Porto Alegre, e sim pela falta do teu corpo, das tuas mãos, do teu aconchego. Depois que nos despedimos, eu ainda fiquei te olhando subir a escada do ônibus na esperança que voltasse e me dissesse que amanhã também estaria aqui, e que desfizesse toda a tua mala. Besteira minha pensar que adiando tua volta e desfazendo tua mala, suspenderia tua ausência. Momentâneamente, talvez; mas não, dessa vez dissimulei. Quando sentaste na poltrona 14 ou 15 (não lembro, pois fiz questão de não atentar detalhes) olhei para o meu lado direito, mesmo sabendo que não estarias ali. Mas sabia que me olhavas, seja por trás do vidro fumê que nos separava ou independente de onde estivessemos.

Somente quando o ônibus partiu, pude então entender:
frio é ausência de calor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

do que é meu ou nosso

Aí, me veio uma lembrança bonita de um beco forrado de jacarandás que terminava numa escadaria por onde não passo mais. Tive a impressão de caminhar lá contigo. Só que nesse tempo, nem sonhava com tua existência..
Primeiro, achei engraçado. Depois, triste. Não é justo roubar lembranças que não são tuas. Não é.
O presente já é tão grande e tão intenso; o presente é tão tão teu. O antes não. O antes não compartilho e não associo a nossa vivacidade sutil.
Ainda não aprendi a separar o que é só meu, do que é teu e do que é nosso. Ainda não sei dizer à partir de que ponto tu começaste a fazer parte das minhas lembranças, do meu presente. É assim que crio uma descronologia na minha cabeça, que nem eu entendo, muito menos saberia explicar... Mas sei que tu entendes muito bem.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

detalhes

se outro cabeludo
aparecer na minha rua
e isto me trouxer
saudades tuas
saiba que a culpa
é toda sua, sim...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

é dia de te ver, que sorte grande, sim senhor...
é mamão no mel, algodão doce azul
e é bom, acende uma alegria tipo curumim
por causa do que vibra dentro de você
você não tem idéia como sou feliz
às cinco eu passo aí para um sorvete
levo o disco do Bob que você me pediu
e aí... a gente vai passear
e aí... a gente vai namorar
e depois... e depois... e depois...


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e depois | seu jorge